Referencial na estruturação do Estilo.

IMPORTÂNCIA DO REFERENCIAL NA
ESTRUTURAÇÃO DO ESTILO.*

Gisele dos Santos**

Orientador: Prof. Me. Roberto Freitas

Universidade Comunitário do Oeste de Santa Catarina – UNOCHAPECÓ

Pós-graduação de Criatividade, arte e tecnologia, 2010.

 

Resumo

Os processos híbridos na atualidade podem ser encontrados nas mais diversas áreas de comunicação, publicidade e design. Comunicadores da atualidade se inspiram nas mais diversas obras do passado para tornar o que um dia foi novo em um novo atualizado. Este artigo exemplifica o resultado dessa inspiração através de um comparativo do meu trabalho com o trabalho de diversos artistas.

Abstract

The hybrid processes at the present time can be found in the most several communication areas, as in the publicity and in the design. Communicators of the present time are inspired by the most several works of the past to turn what one day was new in a new one updated. This article exemplifies the result of that inspiration through a comparative of my work with the several artists’ work..

Palavras chave: hibridismo, ilustração, cartum, arte, publicidade.

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* Texto elaborado a partir das Normas da ABNT para as aulas de Metodologia Científica e Metodologia da Pesquisa Científica nos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação

** Publicitária, Graduada em Educação Artística, Pós-graduada em Publicidade e propaganda, ênfase em varejo, merchandising e ponto de venda, pós graduada em Criatividade arte e tecnologia, pela UNOCHAPECÓ.

1 – Introdução

Na Enciclopédia Britânica encontramos a seguinte definição para hibridismo: “processo de formação de palavras por junção de elementos de linguas diferentes.” Na arte podemos considerar que o hibridismo é justamente uma junção de linguagens artísticas que resultam em uma linguagem nova.

Na enciclopédia Itaú Cultural, arte e tecnologia, encontramos um conceito mais amplo para hibridismo:

Expressões como hibridismo, mestiçagem ou poética das passagens começaram a ser utilizadas na exposição Passages de l’Image, organizada em Paris, em 1990, por Raymond Bellour e outros, para referir-se à dissolução das fronteiras entre os suportes e as linguagens, bem como também à reciclagem dos materiais que circulam nos meios de comunicação. As imagens são compostas agora a partir de fontes as mais diversas: parte é fotografia ou cinema, parte é desenho, parte é vídeo, parte é texto produzido em geradores de caracteres e parte é modelo gerado em computador. Por sua vez, os sons são ora registros brutos ou processados, ora sínteses produzidas em computador e ora o resultado de um “sampleamento” (edição e metamorfose de amostras gravadas). Na série Connexio, de Diana Domingues, por exemplo, cada plano é um híbrido, constituído de figuras em migração permanente, onde já não se pode mais determinar a natureza de cada um de seus elementos constitutivos, tamanha é a mistura, a sobreposição, o empilhamento de procedimentos diversos, sejam eles antigos, sejam modernos, sofisticados ou elementares, tecnológicos ou artesanais.

O mundo conhecido pelo homem contemporâneo passa a ser uma “rede de conexões”, onde o novo, em sua forma pura, agora se apresenta como uma obra feita a partir de centenas de referências e possibilidades, onde cada novo recurso somado a recursos anteriores gera um número crescente de possibilidades de leitura, uma abertura possível devido ao mundo virtual.

Mas não é de hoje que o processo híbrido na arte se desencadeou, a pintura, por exemplo, se assomou à fotografia, que evoluiu para o cinema e no fim todos foram jogados dentro do computador, abrindo possibilidades de edição e manipulação, recursos que podem ser explorados por um número crescente de pessoas que passam a ter o poder de subjetivar os conteúdos.

Este artigo tem como objetivo comparar os trabalhos de comunicação do meu trabalho como ilustradora e publicitária com outros artistas e ilustradores, de diversas épocas, e identificar o processo híbrido entre as obras.

 

2 – Gica – 1980 – .

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FIGURA 01 – Da esquerda para a direita: Telas do storyboard para comercial de TV regional do Renault Sandero Stepway, cartão de aniversário para clientes da Oca Marketing Store, cartão de despedida do redator vulgo “presuntinho”, ilustração para campanha interna da Aurora do dia do amigo, ilustração de cactus para exercício do curso digital de teoria das cores da Design Total, cartum para capa da 8ª edição da revista nacional da agroindústria – Agromais, ilustração do caderno do artista, ilustração institucional para Oca Marketing Store e autocartum cavalgando um porco.

Meu nome é Gisele dos Santos, natural de Blumenau, SC, nascida em 1980 e conhecida como Gica. Formada em Educação Artistica pela Unochapecó, pela Escola de Artes de Chapecó, pós-graduada em Publicidade e Propaganda com ênfase em varejo, e em Criatividade, Arte e Tecnologia também pela Unochapecó, atuo como diretora de arte há aproximadamente 14 anos criando campanhas publicitárias institucionais e para varejo.

Meu trabalho é marcado pela ilustração, feita manualmente, digitalmente ou mesclada. Uso muito o estilo cartum, o qual prefiro, não só pela facilidade e velocidade da técnica, mas porque sei, através da obra de Scott McCloud, que é uma linguagem imagética universal, onde qualquer um, jovem ou velho, responde tanto ou mais do que a uma imagem realista.

Nossa cultura é envolvida na realidade simplificada do cartum. Quando abstraímos uma imagem através do cartum, não estamos só eliminando os detalhes, mas nos concentrando em detalhes específicos. Ao reduzir uma imagem a seu “significado” essencial, um artista pode ampliar esse significado de uma forma impossível para a arte realista.

A capacidade do cartum para prender nossa atenção numa idéia é parte importante de seu poder especial, tanto nos quadrinhos como no desenho em geral, assim como a sua universalidade de imagem. Quanto mais cartunizado é um rosto, mais pessoas ele pode descrever. Sua mente não permite que você deixe de ver um rosto em um círculo, dois pontos e uma linha.

Apesar de a ilustração ser vista por artistas e críticos durante séculos como uma arte menor, na modernidade ela passa a ser vista com outros olhos, e através dos processos híbridos, ela passa a ser reconhecida e valorizada como arte gráfica. Trechos do texto Hibridismo, categorias em xeque, de Charles Narloch, abordam essa questão:

 […] Durante diferentes períodos da história, o conceito de arte teve conotações bastante diferentes da utilizada atualmente no discurso estético. Inúmeros preceitos foram superados, fragmentados e freqüentemente reordenados sob múltiplas formas de expressão, estabelecendo infinitas poéticas que transcendem modalidades e categorias, buscando o apoio na interdisciplinaridade e a fundamentação em outras ciências. E o conceito biológico de hibridismo – quem diria – é hoje utilizado para a compreensão de processos artísticos. 

[…] Pensando no que comumente se estabelece como artes plásticas, não há mais limites entre pintura e desenho, ação e performance, objeto e escultura, instalação artes gráficas.

Nas páginas a seguir, acompanharemos uma reflexão sobre a afinidade da forma de construção do meu estilo com o de artistas clássicos, ilustradores contemporâneos, que atuam na publicidade e nas histórias em quadrinhos e de designers.

3 – Saul Bass – 1920 – 1996.

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FIGURA 02 – Cartazes de filmes criados por Saul Bass. Anatomia de um crime – 2004 e um Corpo que cai (Vertigo) – 1958.

Saul Bass foi cineasta, diretor de arte, designer e produtor de filmes norte americanos, ficou conhecido por ser um dos grandes criadores do videografismo, técnica também conhecida como motion design, que consiste na animação de elementos como textos e imagens2D para vinhetas, estilo difundido a partir da década de 50 ao redor do mundo e consagrada no Brasil a partir de 1970.

Segundo Uno de Oliveira, no site caligraffiti.com.br, “Bass, que começou sua carreira numa época em que animar era algo muito difícil, trabalhou com processos que dependiam de uma arquitetura de tractanas e máquinas fotográficas analógicas”.

Seu trabalho foi requisitado por alguns dos maiores cineastas de Hollywood, entre eles Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Stanley Kubrick e Martin Scorsese. Seu trabalho consiste na animações de créditos iniciais de filmes e posteres, muitas vezes feitos através de papéis recortados. Os trabalhos mais conhecidos de Saul Bass são as aberturas dos filmes Anatomia de um Crime, O Homem do Braço de Ouro, Psicose, Intriga Internacional. Para esses e outros mais filmes, também desenhou os posters.

Descobri o trabalho de Saul Bass no ano de 2008, que coincidentemente lembrava uma campanha para vestibular de inverno que criei em 2004, utilizando o mesmo estilo de design, formas chapadas feitas com cores puras. Minha inspiração partiu da abertura do filme Prenda-me se for capaz, do diretor Steven Spielberg, criada pelo estúdio 4letters, que se inspirou no estilo Saul Bass.

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FIGURA 03 – Autoria Gica – Telas do storyboard da campanha vestibular de inverno 2004 ACAFE.

4 – Laerte – 1951 – .

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FIGURA 04 – Ilustrações de Laerte. Os piratas do Tietê, Overman e o Gato e Gata.

Laerte, cartunista brasileiro nascido em 1951 é um dos grandes nomes do quadrinho nacional. É muito conhecido por suas tiras diárias impressas em jornais de todo país e responsável pela criação de personagens famosos de “O Condomínio”, “Overman”, “O gato e a gata” e “Piratas do Tietê”. Laerte também escreveu textos para programas de televisão da Globo, como “Sai de baixo” e “TV Colosso”.

Meu trabalho se relaciona ao de Laerte através de seus objetivos de comunicação, já que diversas vezes escrevo peças publicitárias de humor, assim como Laerte escrevia textos para programas humorísticos, e suas ilustrações, assim como diversas feitas por mim, são marcadas por traços rápidos e limpos, e sua inquietação por criar sempre mais personagens, através da linguagem simples e divertida do Cartum.

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FIGURA 05 – Gica. Cartão de natal para a indústria de calçados esportivos Tronic, ilustração exercício para o curso de teoria das cores Design Total e cartum feito com marcadores hidrocolor no caderno do artista.

5 – Samuel Casal – 1974 – .

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FIGURA 06 – Ilustrações feitas em programas digitais por Samuel Casal.

Samuel Casal nasceu em 1974 e é ilustrador profissional desde 1990. Ilustrador freelancer, quadrinhista e gravurista, colabora com publicações nacionais e internacionais, enquanto toca guitarra e tatua os amigos nas horas vagas.

O estilo de Samuel Casal me inspirou diversas vezes na texturização de ilustrações e na criação de xilogravuras que foram usadas para fins decorativos e publicitários.

Em diversos trabalhos free-lancer, criei sob encomenda tatuagens e desenhos para amigos e agências de publicidade, ilustrações, estas, ricas em traços texturizados e pesados.

Tanto eu, como Samuel Casal, usamos de processos híbridos para a execução das peças, que misturam a arte manual, fotografia e técnicas digitais de manipulação vetorial para obterem características específicas de volume e textura.

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FIGURA 07 – Gica. Ilustração pessoal e ilustração digital para campanha de São João do Shopping Center Santa Ursula de São Paulo.

6 – Hergé – 1907 – 1983.

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FIGURA 08 – Tintim, personagem de Hergé e outros personagens secundários.

Hergé foi considerado o “Walt Disney Europeu”. Criador de contos, cujos heróis viajam do Oriente Médio até os Andes, da Rússia ao Congo, da Lua ao mais profundo dos mares.

Seu personagem mais famoso é um jovem repórter chamado Tintin que tem o cachorro Milu como companheiro.

As aventuras ou os Álbuns de Tintim (publicados em mais de 15 países) constituem o maior sucesso internacional em matéria de livros para crianças. O uso de linhas limpas, traços finos e com poucos detalhes, assim como formas mais geométricas e específicas para o público infantil, são o que remetem ao meu trabalho.  Muitos dos principais personagens retratados nas suas histórias eram baseados em pessoas de carne e osso, assim como muitos dos Cartuns criados por mim.

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FIGURA 09 – Gica. Cartuns criados para amigos feitos com traço limpo.

7 – Fernando Gonsales – 1961.

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FIGURA 10 – Os bichos de Fernando Gonsales.

Fernando Gonsales é um cartunista brasileiro, cujo principal personagem é o rato Níquel Náusea – nome que também intitula a tira em que aparece. Nascido em 1961, formou-se em Veterinária, e em Biologia. Graças a essa formação, muitas vezes insere informações científicas em quadrinhos que retratam de forma divertida características de animais, com personagens que vão de protozoários a dinossauros.

Animais cartunescos e divertidos já são uma marca registrada de do meu trabalho na hora de ilustrar campanhas institucionais ou na hora de rabiscar seu caderno do artista por diversão. Tenho um irmão biólogo que vivia raptando meus porquinhos da índia, coelhos e pererecas para fazer experiências e dissecações durante a faculdade de biologia.

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FIGURA 11 – Gica. Ilustração para matéria da Revista Nacional da Agroindústria, Agromais. Esboço para possível animação em Flash. Intervenção em mobília. Mascotes para APACHE, Associação de proteção dos animais de Chapecó.

8 – Andy Warhol – 1928 – 1987.

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FIGURA 12 – Obras de Andy Warhol.

As intervenções feitas com serigrafia em fotos de ícones da comunicação de massa da década de 60 são a marca registrada do artista Andy Warhol. Ao usar materiais não-artísticos, o artista colocou em discussão os conceitos tradicionais da arte, contestando a ideologia da arte como novidade e enunciando uma nova concepção de sujeito. A imagem do sujeito é um campo de experimentação, a multiplicação deste é banal, insignificante e irreligioso, e a reprodução em sua arte é um marco definitivo como característica fundamental da modernidade.

Provavelmente, Warhol foi o artista que melhor tirou proveito financeiro da reprodução em série de obras.

O estilo de cores vibrantes e chamativas é muito atraente. Há uma aceitação consolidada pelo público quanto a esse estilo de cores puras e chapadas usado na publicidade. O movimento da Pop Art foi criado como uma crítica à sociedade de consumo e da propaganda. Hoje, considerado retro, ainda é um estilo muito utilizado por designers e publicitários.

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FIGURA 13 – Gica. Ilustração particular e imagem para minidoor de boas vindas para a UNOCHAPECÓ.

9 – Toulose-Lautrec – 1864 – 1901.

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FIGURA 14 – Pôsteres criados por Toulose-Lautrec para cabarés parisienses.

A vida noturna em cabarés está inevitavelmente associada ao nome de Henri de Toulouse-Lautrec, pintor impressionista francês.

Henri de Toulouse-Lautrec, talvez o maior artista gráfico de sua época, é lembrado, sobretudo por seus cartazes arrojados sobre os artistas de casas noturnas parisienses. Apesar de sua origem aristocrática, Lautrec sentia-se mais a vontade nos cabarés e bordéis da capital francesa. Conforme Isabel Raposo, “sua arte reflete o cotidiano da vida noturna parisiense, e chegou ao apogeu no início da década de 1890, antes que o alcoolismo o tivesse dominado.”

Sempre achei atraente a forma desregrada e decadente de vida que o artista levava, vivendo eu mesma um estilo semelhante de vida no final da minha adolescência, quando freqüentava com amigos bares e bordéis, sempre com um caderno do artista embaixo do braço onde desenhava figuras cartunescas que geralmente atendiam nesses estabelecimentos. Infelizmente esses desenhos se perderam.

Inspirada nas dançarinas de cabaré de Lautrec, criei uma campanha nos moldes de Velho Oeste para uma loja de carros Seminovos, onde o mocinho se apaixonava e tinha seu carro roubado pelo novo amor. Para afogar as mágoas, ia para o cabaré onde as lindas meninas apresentavam as ofertas da loja.

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FIGURA 15 – Gica. Dançarinas de cabaré criadas para comercial de TV e campanha impressa para a Rüdiger Seminovos.

10 – Pablo Picasso – 1881 – 1973.

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FIGURA 16 – Obras de Pablo Picasso.

Figura lendária, Picasso é o artista de gigantesca fama e profunda originalidade que o século passado já produziu. Sensual e carismático tanto na arte como em sua personalidade teve como contribuição mais significativa a criação do cubismo, que abriu caminho para arte abstrata. Criador de mais de 22.000 obras de arte em diversos meios, incluindo cerâmicas, esculturas, litografias, mosaicos e outras formas de arte, ele trabalhou com temas e estilos diferentes.

Suas fases foram marcadas por seu cotidiano, como no caso de sua fase azul, onde vemos transparecer anos difíceis de extrema pobreza e tragédias pessoais retratados em telas mórbidas. Mudou para a fase rosa ao conhecer Fernande Olivier, como afirma a autora Maria Lúcia de Carvalho Monteiro, a primeira relação duradoura do pintor com uma mulher, onde nota-se em sua obra “um tom de serenidade e graciosa sensualidade”. A constante evolução de seu estilo artístico, de sua vida amorosa, a companhia de diversos outros artistas emergentes da primeira década do século passado e os constantes conflitos mundiais o levou a criação do quadro As Donzelas de Avignon, e de um estilo de traços geométricos que contrariavam 30 séculos de naturalismo da arte ocidental, o cubismo. Picasso em toda sua vida sempre esteve atento a diferentes estilos de pintura, “nada o desviava da busca de novos meios de expressar a condição e a forma humana”.

Por adorar seus traços soltos e infantis, tentei dominar cada vez mais um estilo de linha pura, procurando obter resultados mais soltos nas ilustrações. Picasso é uma figura de grande influência para mim, e assim como o artista, procuro pela versatilidade para ampliar as possibilidades de artes usadas nas campanhas. A vida pessoal e a influência de diversos artistas também acabam influenciando muito no resultado final do meu trabalho que, espero, ainda se modificará muito com o passar dos anos.

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FIGURA 17 – Gica. Desenho criado durante uma sessão de fisioterapia no estilo linha clara. A ilustração acima se assemelha, coincidentemente, como uma junção das três obras de Picasso mostradas anteriormente.

11 – Conclusão

Trabalhar com referenciação ou influências de artistas já consagrados é de grande vantagem para os criativos da área de comunicação, especialmente publicidade, pois estes, além de ativar “gatilhos” criativos ampliando as possibilidades de informar de formas diferentes um mesmo produto em suas campanhas, contam ainda com uma aceitação de estilo já consolidada pelo público, o que afetará diretamente no resultado final de suas campanhas, ainda mais em um mundo onde a velocidade da informação é milhares de vezes mais ampla que nossa capacidade de absorção.

Como estudante de artes, encontrei em diversos artistas inspiração para a criação de diversas campanhas, tanto no estilo da direção de arte que apliquei a estas campanhas quanto na própria vida deles para gerar as idéias centrais que foram usadas para comunicar determinados produtos. Através do uso de técnicas híbridas, consolidei um portfólio com um estilo que é reconhecido como meu por colegas da área de comunicação. A publicidade não é considerada uma arte, mas garanto por minha própria experiência que ambas podem andar de mãos dadas se utilizando reciprocamente para divulgar tanto uma como a outra.

 

Referencial

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